Do encontro entre gente, idéias, o sertão e as cabras...

Em 1981, vivíamos em São Paulo - capital, e minha família adquiriu uma propriedade em Tucano - Bahia, em pleno semi-árido.  Era Faz. Vida Nova seu nome de batismo.  Após as primeiras férias escolares que passei no sertão, me apaixonei pelas coisas do nordeste: a música, histórias sobre Lampião, Antonio Conselheiro, casos de vaqueiros... Junto com a fazenda, adquirimos algumas cabras, bodes, ovelhas, criadas como todas as outras da região, em condições precárias. Intrigava-me o fato dessa atividade ser encarada como único meio de subsistência (sobrevivência?) e ao mesmo tempo representar toda carência e incerteza passadas nos contos, cantos e quadros, que retratam o sertão:  

“Tanta seca tanta morte/nos caminhos do sertão/ a cara feia da fome/ a fome comendo a fome, a falta do que comer/ êta fim de mundo, desgraceira, perdição/ a imagem revelada pela televisão...” (Helio   Contreiras).                                                                                           continua >>

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